quarta-feira, 18 de agosto de 2010

[Sexta] ausência,

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Pois hoje caminho com passos vazios
por ruas de pedras de outra cidade
que nem imaginam da minha vontade
o quanto me faltam teus toques macios

Cada novo passo é como se o rio
que corre em silêncio escondendo a verdade
soubesse o segredo da minha saudade
e o quanto minh'alma tem medo do frio

A tua ausência é o que há de mais presente
as cores desbotam, o tempo não passa
sorrisos se tornam semblantes dormentes

Tua ausência transforma alegria em fumaça
meu riso em murmúrio, liberdade em corrente
e faz do paraíso um deserto sem graça

[Gil Costa]

6 comentários:

  1. Calou fundo n'alma...

    Cada novo passo é como se o rio
    que corre em silêncio escondendo a verdade
    soubesse o segredo da minha saudade
    e o quanto minh'alma tem medo do frio


    Belíssimo!

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  2. Sempre visito os blogs que mais aprecio como quem vai ao supermercado... minto, como quem vai à caça... como quem procura alimento [de uma ordem diversa daquele de que necessita o corpo, óbvio] a idéia é de a.fagos.citar pela fome saciada...

    Aqui o alimento é farto, agridoce e quente...

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  3. P.S.: é hoje inda é quarta... :)

    P.S.2: agora que percebi o título rs... :)

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  4. A ausência é sempre uma dor que penetra nossa alma sem permissão de nos fazer sofrer, mas sempre fica cada vez mais forte.
    Belo poema, profundo e tocante.
    Bjs.

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  5. Não penso que um rio esconda a verdade, eles apenas preferem revelar ao mar...

    E bonita a poesia.

    Fique com Deus, menina Gil.
    Um abraço.

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  6. AMO ESTA MÚSICA!!!PARABÉNS!!!AMO ESSE SEU MUNDINHO!!!PARABÉNS!!!DESEJO Á VC.UMA LINDA SEMANA CHEIA DE AMOR!!!BEIJOS DOCES!!!

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..me fale então!