domingo, 18 de outubro de 2009

"E apesar do meu medo, há em mim, uma paz enorme que eu chamo de felicidade."

[Caio Fernando de Abreu]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Beijo.

Minha boca
[lábios, dentes e saliva]
em sua boca
sente ser muito mais viva;
[,minhas]

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam.

[Caio Fernando de Abreu]

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sobre o que é meu.

Hoje, meu coração está nublado
e planeja uma chuva, de tarde
pra regar amores sepultados
e apagar toda chama que arde
está cinza, sangrando, cansado
assovia a pior despedida...
não se lembra onde acabou a vida
nem se um dia viveu animado
não quer mais costurar as feridas
não quer mais planejar o futuro
nem pensar se existem saídas
confessa ser muito imaturo
confessa ser, sim, suicida
medíocre, amargo e inseguro.


[,minhas]


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Um brincar de amar.

Vá brincar com seus amores inventados
finja ser a mais feliz dentre as mortais
colha rosas e gerânios bem cuidados
pra um buquê vermelho, branco e lilás
Escreva cartas que não mandará jamais
confessando que se encontra apaixonada
invente tudo, mentiras bem rascunhadas
já que a vida não sorri em seus umbrais!

[, minhas]

domingo, 4 de outubro de 2009

"Só vou perguntar porque você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo."
[Caio Fernando de Abreu]

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O dia.

Não quero muitos anos de vida, quero dias bem vividos!
Não quero nem achar sentido, desde que me sinta viva.
Faz tempo que não me esquivo dos riscos e tentações,
Quero beber emoções e comer pura euforia,
Não quero muitos dias, mas que cada um que eu tenha
Faça queimar como lenha as coisas da minha alma
Não faço questão de calma, às vezes quero desespero
Mesmo em dias hostis, sou uma mistura feliz de escassez e exagero.
[,minhas]