Pra transformar meu amado em poesiaquero um rio de flores e uma balsa
quero nuvens dançando ao som de valsa
quero dele, seu riso e calmaria
quero a pele somada a ousadia
o olhar mais inquieto e mais faceiro
se o suor exalar pornografia
que sufoque minha'alma esse seu cheiro.
Pra transformar meu amado em poesia
eu preciso de bem pouco [mas é tanto]
pois amor não se faz a revelia
se não tenho o quero por enquanto
é que a vida é, as vezes, covardia
e adia meu mais glorioso canto...
[Gil Costa]
