segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A tua máscara.


Não te escondas dos fantasmas, meu amor
pois não há esconderijo que te caiba
eles farejam o teu medo aonde for
e sorrateiros te aguardam em emboscada

E não varras, apressado, a tua dor
pra debaixo do tapete do passado
cedo ou tarde vem o vento acusador
espalhando os medos teus por todo lado

ah, bem sabes que por mais que quedem mudas
tuas feridas, tuas fraquezas e teus erros
os seus ecos vivem em teu travesseiro

vai! enfrenta teu espelho, sobretudo
e não uses o teu riso como escudo
porque rir de tudo é puro desespero
[Gil Costa]

2 comentários:

  1. Pra contrastar:

    ANDAIME

    Não é a poesia que precisa do mundo,
    o mundo é que precisa depois ía,
    justo porque ela imprecisa.


    Curta a noite. Que tão-logo passe. De flor ar teu caminho. A-risco feito coisa-feita. Sem amar-às uma – diz-[carta às] na manga. E à dor hei de sem ti, [bem sei me]. Se ainda de moro-te. E me parece viva. Quase se movente. Deste-erro se aprende. Como de todos mais. E no prato mais fundo. A-larga margem de erro, se faz de muito rio da vida... Amasse o erro como, sábio, ama[ssa] o pai ao ver, nu cair do filho, o aprendizado de andar... Se me des-pido é que te peço compre e são. E, na trilha deste andaime, sigamos, pois; que divagar com a dor [e com anda-e-ame] face bem; se faz que passe logo... A no[i]te tudo ao fim. Ía-té, mais ti[arde]... Vou! Ir-rei és quer ser se nus me uso erros crê só.

    Francisco de Sousa Vieira Filho

    Um soneto belíssimo como soi poderia de ser [a mesma mágica, fluidez e cadência dos demais escritos, só que na áurea forma] - saudade de teus escritos por cá, menina... saudade docê tb... bjs ;)

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  2. Tanta vezes optamos ter um outro eu só para a nossa vida fica mais suportavel...

    Fique com Deus, menina Gil.
    Um abraço.

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..me fale então!