Há um peso nesses dias em que a vida fica lenta
em que nada alimenta se não tua existência...
em que nada alimenta se não tua existência...
Tens o peso da ausência, o ruído da distância
agonia, a asma, a ânsia, a fraqueza e o meu medo
e ainda esse segredo de ser tanto e não ser tua...
minhas cartas, ninguém leu, estão no fundo da gaveta
é que não há uma receita pra deixar a covardia
e contar o que aqui arde toda vez que eu respiro
se meus sonhos e suspiros não cabem em nenhum lugar..
Seja meu chão e meu ar, tire meu ar e meu chão
e segure a minha mão já que eu não posso voar.
agonia, a asma, a ânsia, a fraqueza e o meu medo
e ainda esse segredo de ser tanto e não ser tua...
minhas cartas, ninguém leu, estão no fundo da gaveta
é que não há uma receita pra deixar a covardia
e contar o que aqui arde toda vez que eu respiro
se meus sonhos e suspiros não cabem em nenhum lugar..
Seja meu chão e meu ar, tire meu ar e meu chão
e segure a minha mão já que eu não posso voar.
[Gil Costa]
Bonito, mas denota um pouco de saudade no texto, mas ter coragem as vezes é apenas enfrentar o medo por tempo suficiente...
ResponderExcluirFique com Deus, menina Gil.
Um abraço.
Waw! Transliteração mágica... musicalidade singular, a quase fazer dançar a língua... nem falar do tema, da dor pulsando, da ausência sentida, da cadência, que faz perder o fôlego... pressente-se urgências por trás das palavras... quando a poesia é carrosel de fogo e veículo de sentires e forças que não pode conter, extravasa... é o que se vê aqui...
ResponderExcluirAcho que só os que sentem tamanha saudade conseguem entender perfeitamente o sentido de suas palavras e entender o "peso da ausência".
ResponderExcluir=/
Belas palavras para não tão belo sentir...