domingo, 1 de março de 2009

Sobre a impossibilidade das coisas.

(...)
“Meu coração é o mendigo mais faminto da rua mais miserável”.
E hoje, não só sente fome, como arde, e lembra todos os dias daquelas noites onde não havia distância. Eram apenas duas almas interligadas por um sentimento avassalador. E apenas duas pessoas neste mundo sabem como estes breves e fugazes instantes foram especiais e intensamente vividos.
“Meu coração é um anjo de pedra com a asa quebrada”.

E neste momento estou fazendo a reabilitação da asa, e reunindo forças e energias. Para mais...
Apesar do gosto amargo da impossibilidade. Apesar de amar desse jeito trôpego e confuso, sem saber como, nem onde. Mesmo quando as pernas são vacilantes...

“Encho-me dum leite de versos, e sem poder transbordar, encho-me mais e mais”.
Só sei amar assim. “Como quem desaba sobre o outro, como uma chuva forte”.
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[As frases "entre aspas" são de Olga Savary, Maiakovski, e Caio Fernando de Abreu.].

Um comentário:

  1. Gil...lindo, lindo, lindo
    "Apesar de amar desse jeito trôpego e confuso, sem saber como, nem onde."
    Como completaria Neruda, "assim te amo por que não conheço outra maneira"

    Flor, beijos de jasmim

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..me fale então!