quarta-feira, 22 de julho de 2009

A morte do amor.


O amor não morre de golpes, poeta! Na pior das condições, se esconde, se protege, fica apagado, bege, se recua, aquieta, mas não morre, nunca, de pedradas, nem de susto, nem assim, fica arredio, cauteloso, machucado, pesaroso, encolhido, acha ruim, mas não morre, não, meu caro; Morte de amor é fato raro, demanda bem mais esforço, não é assim, por acidente, que um amor tão reluzente, se apagará, meu bom moço,inda que vossa adorada, se afaste, assim, triste, calada, silenciosa e sangrando, em nenhuma madrugada estratejaste coisa errada, ou elaboraste algum plano,não saíste aos quatro ventos confessando sentimentos, não denunciaste amores , não partilhaste as dores, nem ecoaste lamentos, mas se ela crê assim, um dia o engano tem fim e do amor, triste e calado, dá-se ao renascimento...

[,minhas]

5 comentários:

  1. Gil,

    Adorei essa visão.

    Amor não deveria morrer, mesmo. Já, modificar-se, não me parece tão má idéia.

    Um beijo,

    ℓυηα

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  2. sensação: vc lê minha alma!!! E vem aquele pensamento em relação ao post que fiz:Então será que não acabou?! rsrs

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  3. A violência preferida dos poetas. O assassinato do amor! ^^

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  4. Gil to sem folego com este post.. meio sem o q dizer, vc tem este poder de nos embriagar com as palavras tão belas e tão bem colocadas.
    E devo dizer q realmente o amor não morre, ele se aquieta e nem mata, recua. E inevitavelmente transforma nossa sensações e desejos, levando-nos a querer outras coisas de outros seres.

    lindo demais...


    bj grd t+

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..me fale então!