quinta-feira, 9 de julho de 2009

Arranjo

Eu nunca sei que canção assoviar
quando o sol se põe sobre a minha dor
quando falta vontade, força e ar
e no caminho de pedras não há flor
Eu não sei o que canto, no refrão
muito menos o que improvisar
quando é hora do coro da canção
vem o solo, eu sozinha "mi, dó, lá"
Meu arpejo é um desejo diminuto
meu arranjo é um beijo que não dei
meu acorde é menor, em tom de luto
não há força, decreto, mando ou lei
habeas corpus e nem salvo-conduto
que me livre saber da dor que sei.
[,minhas]

6 comentários:

  1. Como fugir de si, não é, Gil?

    Adoro o que escreve, moça talentosa.

    Beijo,

    ℓυηα

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  2. tem um presentinho para vc no meu blog viu?
    Bjos!

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  3. lin...da
    gostei muito!
    tô meio sumido.... mas já, já estarei de volta.

    bju-te

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  4. Olá GIL
    Muito obrigado por me visitar.
    É para mim um prazer enorme receber mais uma POETISA neste meu cantinho de afectos.
    Adorei as suas palavras a que não falta uma fabulosa imagem para condizer.
    Gaspar de Jesus

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  5. Nossa da outra vez que passei aqui tava meio compressa, mas agora parando para ler direito fiquei pasmo. Apesar de ser muito triste pois sei muito bem quanto dói a solidão vc escreve com uma intensidade que envolve a gente.
    Lindo!
    Bjos!

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  6. ...que dizer, aplausos também... pois, sem essa dor que sabes, sem essa falta tamanha, não teria meus olhos tão ávidos, algo tão belo a apreciar.

    Beijos,querida.

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..me fale então!