sábado, 6 de junho de 2009

Ela

Tinha vontade dobradinha, silenciosa, uma rua, e um beijo do outro lado
Um menino encolhido assustado, poema aqui, lá, reticência, riso e prosa
Tinha pegadas, mas não tinha nenhum mapa
Tinha sol, e eclipse também
Tinha dia e noite, mas não tinha data
E um homem reticente por alguém...
Tinha sorriso largo em dias de abril, um não saber, que era tudo que sabia
Um coração confuso, bobo e arredio
Tinha uma espécie de segredo dia-a-dia
E uma esperança tão graciosa e pueril
Que era impossível colocar na poesia.

[,minhas]

8 comentários:

  1. Muito lindo! Profundo mesmo! É como se fosse possível visualizar todo o acontecimento, todas as faces... Parabéns!

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  2. Gil, muito poético. Adorei. Manoel.

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  3. Uma colagem de elementos, como comentaram acima. Concordo, tmb consegui "viver" a situação.

    Muito bonito, Gil.

    Um beijo,

    ℓυηα

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  4. eu gostei
    rs
    apesar da vida me roubar momentos de leitura dos amigos blogueiros
    sempre que puder estarei passando por aqui
    Abraços
    Continue escrevendo.

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  5. Era impossível colocar na poesia, mas era possível de poesia toda aquela beleza que estava sentada numa calçada observando o horizonte se despedir do crepúsculo para ocupar um lugar no infinito dos sonhos.

    Beijos, querida.

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  6. Ei, Gil!

    Que saudade de você! :)

    Um beijooooooo.

    Pedro Antônio

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  7. ei gil!
    gostei!
    "Tinha vontade dobradinha, silenciosa, uma rua, e um beijo do outro lado"

    as palavras volteiam elas próprias...e eu fui junto. passeio gostoso que você me deu...
    volte sempre lá no iilógico.

    bju-te

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  8. gil

    as crianças em nós não precisam colocar nada em lugar nenhum

    basta nos tirarem do sério

    felicidades

    - hp

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..me fale então!