sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chuva

Faz parar essa chuva com seus olhos de mar, com o seu respirar, com a força do abraço, essa chuva de ausências, de raios, de dormencias, relâmpagos lassos, faz meu peito acalmar...Entre a cal dessa corva, e o mar que renova essa falta de ar, pois de tudo que é mudo, não há nada no mundo, pior que esperar.

Faz a chuva parar, de regar as feridas, abertas da vida. Ah! se ela se misturasse, com o que corre em minha face, [nascentes doídas], e carregasse meu pranto, junto com meu desencanto, pra o inferno calmante de outras despedidas, seria enfim, seu beijo, aceito, pra selar minha partida.

[Gil Costa]

3 comentários:

  1. Antes mesmo de comentar o texto: adorei o layout novo do blog! ;)

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  2. Chuva de dores que só cessa com acalento abraço... ;)

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  3. Quando nos prendemos ao amor que não tem mais porque existir, acbamos presos a esta lagrimas...

    Fique com Deus, menina Gil.
    Um abraço.

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..me fale então!