segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sobre o sentir do gosto amargo

Do amargo que fica após o trago
de uma vida vivida improvisada
pelo adiamento, nunca pago
da alegria esquecida, abandonada;

Desse gosto de amônia que nos resta
e do pó rude e áspero nas mãos
desse medo que vem no coração
quando acaba a música da festa

Desse peito vazio de abandono
que é tudo que fica, ao fim do dia
quando tudo nos vem, menos o sono

Desse som de silêncio e de agonia
é que as folhas caídas no outono
perpetuam, na minha covardia;

[, minhas]

6 comentários:

  1. Gil..
    que lindas palavras..
    adoreiii
    nunca me arrependo de vir aqui!!!
    delicia, palavras leves e doces!!!
    simples assim!!


    beijos
    vem me visitar!!! =)

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  2. as ruas calçadas de dor
    sorriso sem gosto
    desgosto inspirado

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  3. O blog é: http://seth-hades.blogspot.com
    ADD no orkut tb... ;)

    Francisco Filho.

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  4. o blog é: http://seth-hades.blogspot.com
    A poesia está no livro que deve sair esta semana... vamos marcar um lançamento, nada mt. formal, assim q sair eu aviso...
    Te ADD no otkut tb...
    ;)

    Francisco Filho.

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  5. Brindar uma poesia só com outra:

    ESPELHO

    Não é com desdenhoso pouco espanto
    Que se constata a distorção do espaço
    Raro se desfigurar o rosto a cada passo
    Subcutâneo nervo, alma e cada canto

    A constatar com que natural desvelo
    Náusea, ânsia, choque, fúria e pesadelo
    De chofre, é que nos mostram o quanto
    Em frágil e débil andor de barro, o santo

    Na abissal ignorância é que se compraz
    Infantil joguete de um infértil nomos
    Fruto do quanto o ego dominus loquaz

    Faz diversa a tosca imagem do que somos
    Que se brada a altivez do espelho canho
    Se refestela’lma na putridão de antanho

    Francisco de Sousa Vieira Filho

    VISUM ET REPERTUM

    “Only the good die young
    All the evil seem to live forever.”

    Se de fato o que mede um homem
    É a coerência entre o que pensa e fala
    Antes que numa cruz se te tomem...
    De bom grado eu te aconselho: cala!

    E se por certo a ocorrência é rara
    É que no ébrio louco se consomem
    Santos homens que só vivem para
    Coisas que em nós rareiam, somem

    É que nos falta a precisa medida
    De ousar ser chamado louco
    Para bem viver a vida

    E ainda que seja breve a partida
    Tão cara virtude é pouco
    Em tão honrosa lida

    Francisco de Sousa Vieira Filho

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  6. Gil seus post´s tem tanto encantamento q parecem letras de musica, este seu jeito peculiar de escrever meche com nossos sentmentos, não da pra ficar ausente as emoções q eles nos provocam, não da para sermos os mesmos depois de lé-los.
    Vc é uma linda

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..me fale então!